XI As cascatas deslizam numa sonoridade linda, os peixes mergulham e saltam como se a vida fosse brincar o dia inteiro, os tiros como resmas escritas numa dor ali recriada, as feridas da alma nascem em cada silêncio percorrido nesta azáfama para nunca esquecer. Não tenho como me recolher, ali tudo é exposto e gritosContinuar lendo “Sobre as águas da vida o silêncio dói cap. XI”
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Sobre as águas da vida o silêncio dói
X Ao fundo vai nascendo o dia e eu aqui, sentado na cadeira de médico de dia, a enfermaria repleta e eu vejo o nascer do dia e a cabeça estiolada, memórias que nunca se cansam e saudades a cada instante. Tiros nem ouvi-los, o silêncio é de bradar onde que noite nem sono, estaContinuar lendo “Sobre as águas da vida o silêncio dói”
Sobre as águas da vida o silêncio dói IX
IX Estava deitado e de olhos abertos observava o escuro vagaroso por entre que saudades, olhava, e tudo o que via era tão parecido com o que imaginava, o escuro cobria todo o horizonte do meu pensamento e o olhar perdia-se num tão lento silêncio das trincheiras. Por momentos pensava em levantar-me da cama eContinuar lendo “Sobre as águas da vida o silêncio dói IX”
Sobre as águas da vida o silêncio dói cap. VIII
VIII Os instantes são a única garantia que temos. Cicatrizes. Moléculas. Variedades esquecidas. Vazios. Uma panóplia bélica de acontecimentos e feridas enjauladas na alma. São os principais sentimentos que possuímos sempre, ora dentro, ora fora da alma. Cada segundo é um precipício, um salto para o desconhecido, onde somos todos cobardes, somos verdades guardadas naContinuar lendo “Sobre as águas da vida o silêncio dói cap. VIII”
Sobre as águas da vida o silêncio dói
Quatro e tal, dizem que cedo penso que não, noite ainda, a bruma navegava sossegada pelo quente disparado pelo tempo e eu, nas quatro da madrugada rebolava e rolava e cansado a cama nómada, a mão nómada, tudo diferente ou indiferente e nada – fala tu primeiro filho! no vazio excrementado uma voz não minhaContinuar lendo “Sobre as águas da vida o silêncio dói”
Sobre as águas da vida o silêncio dói cap.VI
Ao fundo do céu, não sei se na verdade era mas parecia, até porque sentia escorrer-me pelo corpo, o meu corpo cansado, extasiado e perdido nestes montes e matas se a caserna ou o consultório de campanha, eu lá fora sentei-me sobre umas pedras escorreitas e observava nem tão perdido sei, do céu, um cacimboContinuar lendo “Sobre as águas da vida o silêncio dói cap.VI”
Sobre as águas da vida o silêncio dói cap. V
A morte parece-nos uma coisa horrível, um afastamento real com factos, parece-nos uma ida infernal, não a compreendo ainda e como todos não sei como lidar com ela, ditos e ditos seguindo rituais, tantas vezes me debruço nos silêncios que procuro e tento em mim não investigar mas tentar perceber se é assim de facto,Continuar lendo “Sobre as águas da vida o silêncio dói cap. V”
Sobre as águas da vida o silêncio dói, Cap. III
Ainda assim o azedume esquelético dos passos tatuados, estampados para reviverem mais tarde, o crucifixo pendurado ao peito badala a cada salto, o jeep barulhento caminha sobre as giestas escondidas deste paraíso de medos, água benta, a bênção do capelão, – benza-me, meritíssimo! a minha mãe velha, sozinha, tive uma mesma largada entre tantos, numContinuar lendo “Sobre as águas da vida o silêncio dói, Cap. III”
Sobre As Águas Da Vida O Silêncio Dói, Cap. II
Ainda assim o azedume esquelético dos passos tatuados, estampados para reviverem mais tarde, o crucifixo pendurado ao peito badala a cada salto, o jeep barulhento caminha sobre as giestas escondidas deste paraíso de medos, água benta, a bênção do capelão, – benza-me, meritíssimo! a minha mãe velha, sozinha, tive uma mesma largada entre tantos, numContinuar lendo “Sobre As Águas Da Vida O Silêncio Dói, Cap. II”
Sobre As Águas Da Vida O Silêncio Dói
I Não há pressa para nada e de tempos em tempos o silêncio é necessário. Cada árvore, cada folha, um papel rasurado na mesa encostada ao caixote do lixo dizer besteiras com palavras tão profundas, hesito madrugada ainda e com a caneta na mão direita, qual computadores qual quê, as vozes rangem lá longe eContinuar lendo “Sobre As Águas Da Vida O Silêncio Dói”