Sobre as águas da vida o silêncio dói cap, XX

XX A noite é um monte de prantos. Apenas lagartixas viajam as paredes e num sono tão profundo que voz, tudo se parece com um sonho e a voz é uma verdade inventada. Cala-se quando acordo. Sonho, dizem os indígenas da minha cabeça evaporada de tantos cansaços. Não um presídio, uma viagem refastelante e comContinuar lendo “Sobre as águas da vida o silêncio dói cap, XX”

Sobre as águas da vida o silêncio dói cap. XIX

XIX Hoje seria mais feliz ainda se estivesse contigo. É o teu aniversário e tu só, sem mim, aqui dispersado numa mata sem limites e onde o horizonte é escuro. Tu em casa, creio, e as tuas cartas por chegar ainda, a minha Santa Paola contigo embrulha-se no teu colo e o pai longe semContinuar lendo “Sobre as águas da vida o silêncio dói cap. XIX”

Sobre as águas da vida o silêncio dói

XVIII Lisboa asizada nesta estrada iluminada, as vozes de bares e cantinas de recreio, a lembrança ainda nesta masmorra de cabeça cansada, subo a rua e paro diante de alguém que me olha de soslaio, pergunto-me, – porque me olhas transeunte? mas era eu mesmo diante de mim, um espelho embaciado a fazer-me perguntas deContinuar lendo “Sobre as águas da vida o silêncio dói”

Sobre as águas da vida o silêncio dói

XIX Hoje seria mais feliz ainda se estivesse contigo. É o teu aniversário e tu só, sem mim, aqui dispersado numa mata sem limites e onde o horizonte é escuro. Tu em casa, creio, e as tuas cartas por chegar ainda, a minha Santa Paola contigo embrulha-se no teu colo e o pai longe semContinuar lendo “Sobre as águas da vida o silêncio dói”

Sobre as águas da vida o silêncio dói. Cap XVII

XVII Mirram-me lutuosas lágrimas de vazio, um furor incansável neste corpo de viagens perdido na sua própria essência, o luto premente a deslavar-se na bacia dos tempos esquecidos em anos por recordar, mirram-me as glórias da azia neste silêncio perdido e nem sequer eu lá, na astúcia varrida de pregos entalando portas e janelas eContinuar lendo “Sobre as águas da vida o silêncio dói. Cap XVII”

Sobre as águas da vida o silêncio dói. Cap XVI

XVI Recordo Camélias, Orquídeas, Franciscas, todas elas à espera de um soldado perdido, das que esperam ninguém frente a um cais de evaporados, mas regressados, recordo abandonados e esquecidos à saída de um barco cheio de dores, onde que prostitutas nos aplaudem com gritos, – bem-vindo o teu regresso meu herói! o olhar parado numContinuar lendo “Sobre as águas da vida o silêncio dói. Cap XVI”

Sobre as águas da vida o silêncio dói Cap. XV

XV Nem talvez o cigarro entre os dedos cansados suporte a viagem, sinto o cabelo nas brasas do vento e que voz entre nós a deflagrar a verdade que verdade meu Deus, fumo um canto evaporado e talvez cansado, um fumo nefrálgico a dissipar-se pela janela do jeep antigo onde que soldados a fumarem comigo,Continuar lendo “Sobre as águas da vida o silêncio dói Cap. XV”

Sobre as águas da vida o silêncio dói

XIV Ainda o ruído nesta calma aparente, a voz que me chama todos os dias e eu nesta caserna sem sono e que insónias, o pensamento em viagens permanentes como se de um goivo se tratasse, os albatrozes sobre as águas escorreitas deste rio imaginado sento-me na cama que me recebe, a voz de DeolindaContinuar lendo “Sobre as águas da vida o silêncio dói”

Sobre as águas da vida o silêncio dói Cap. XIII

XIII Os olhos ainda abertos defecando a ilusão do tempo, as lezírias cantavam hinos sobre os alpendres de janelas da minha cidade, os santos populares desfilavam partilhados rua a baixo, onde são joão, São Pedro, e todos os outros acoplados na mística dos sonhos e sardinhas a acompanharem a tradição, uma carcaça aberta para receberContinuar lendo “Sobre as águas da vida o silêncio dói Cap. XIII”

Sobre as águas da vida o silêncio dói cap.XII

XII A ferrugem a rasgar-nos a farda ainda cansada, zumbidos de cigarras empoleiradas à janela ainda aberta para soçobrar restos de vento, recebidos como heróis e abandonados a seguir, a banda do exército esperava-nos onde que sentinela à proa incentivava cânticos sobre o regresso de que heróis desta pátria despida de sensações, muitos já deContinuar lendo “Sobre as águas da vida o silêncio dói cap.XII”

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