A estipóide amarelada dos laranjais

Sonhei-me por existir. A blusa incolor que me reveste por dentro é como canaviais que se atropelam por tostões neste torrão de ventos para edifícios e castelos e glórias, não, sonhei-me por existir. Apetece-me o cheiro das tardes. O silêncio dos sonhos nesta poltrona vazia. Apetece-me perder todos os sangues do corpo e vomitar asContinuar lendo “A estipóide amarelada dos laranjais”

Sobre as águas da vida o silêncio dói cap.XII

XII A ferrugem a rasgar-nos a farda ainda cansada, zumbidos de cigarras empoleiradas à janela ainda aberta para soçobrar restos de vento, recebidos como heróis e abandonados a seguir, a banda do exército esperava-nos onde que sentinela à proa incentivava cânticos sobre o regresso de que heróis desta pátria despida de sensações, muitos já deContinuar lendo “Sobre as águas da vida o silêncio dói cap.XII”

Simone de Beauvoir – aforismos e excertos

“Comprei flores, frutos, caminhei a esmo. Ser aposentado e ser um rebotalho parece quase a mesma coisa. A palavra me congelava. Espantava-me a extensão de meus lazeres. Estava errada. O tempo, às vezes, parece custar a passar mas eu me arranjo. E que prazer viver sem obedecer ordens, sem constrangimento! Há ocasiões em que meContinuar lendo “Simone de Beauvoir – aforismos e excertos”

Não te escrevo texto nenhum raios me partam aos textos!

Não te vou escrever texto nenhum, vou apenas dizer-te que te amo como as palavras levadas não explicam, fica o sabor nos poros o suor da saudade volta amor. Hoje a bruma sorve e desce do céu aquele silêncio que me contavas quando cantavas alegrias lembras-te?, hoje, a minha orla é a imensidão do todo,Continuar lendo “Não te escrevo texto nenhum raios me partam aos textos!”

Sobre as águas da vida o silêncio dói cap. XI

XI As cascatas deslizam numa sonoridade linda, os peixes mergulham e saltam como se a vida fosse brincar o dia inteiro, os tiros como resmas escritas numa dor ali recriada, as feridas da alma nascem em cada silêncio percorrido nesta azáfama para nunca esquecer. Não tenho como me recolher, ali tudo é exposto e gritosContinuar lendo “Sobre as águas da vida o silêncio dói cap. XI”

És meu amor, não és minha mãe

Enrolar-me quase caladinho no teu corpo como se as sombras fossem naves no deserto dos meus sonhos. Ouvir o gesto dos beijos como plantas devagar, quando me enrolo nos teus lençóis de vidro na minha cama quentinha e amar “o bom do amar” aquele colo antigo onde gaivotas sobrevoavam embelezando sei lá, uma fantasia qualquerContinuar lendo “És meu amor, não és minha mãe”

Primeira Geração Modernista – 1.ª Fase do Modernismo

A primeira geração modernista ou primeira fase do modernismo no Brasil é chamada de “fase heroica” e se estende de 1922 até 1930. Lembre-se que o modernismo foi um movimento artístico, cultural, político e social bem amplo. No Brasil, ele foi dividido em três fases, onde cada uma apresentava suas singularidades segundo o contexto histórico inserido. Resumo A Semana deContinuar lendo “Primeira Geração Modernista – 1.ª Fase do Modernismo”

Sobre as águas da vida o silêncio dói

X Ao fundo vai nascendo o dia e eu aqui, sentado na cadeira de médico de dia, a enfermaria repleta e eu vejo o nascer do dia e a cabeça estiolada, memórias que nunca se cansam e saudades a cada instante. Tiros nem ouvi-los, o silêncio é de bradar onde que noite nem sono, estaContinuar lendo “Sobre as águas da vida o silêncio dói”

Sobre as águas da vida o silêncio dói IX

IX Estava deitado e de olhos abertos observava o escuro vagaroso por entre que saudades, olhava, e tudo o que via era tão parecido com o que imaginava, o escuro cobria todo o horizonte do meu pensamento e o olhar perdia-se num tão lento silêncio das trincheiras. Por momentos pensava em levantar-me da cama eContinuar lendo “Sobre as águas da vida o silêncio dói IX”

Figuras de Linguagem

Figuras de Linguagem, também chamadas de figuras de estilo, são recursos estilísticos usados para dar maior ênfase à comunicação e torná-la mais bonita. Dependendo da sua função, elas são classificadas em: Figuras de palavras ou semânticas: estão associadas ao significado das palavras. Exemplos: metáfora, comparação, metonímia, catacrese, sinestesia e perífrase. Figuras de pensamento: trabalham com aContinuar lendo “Figuras de Linguagem”

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