Márcia FernandesProfessora licenciada em Letras O Parnasianismo é um movimento literário que surgiu na mesma época do Realismo e do Naturalismo, no final do século XIX. De influência e tradição clássica, tem origem na França. Seu nome surge de Parnase Contemporain, antologias publicadas em Paris a partir de 1866. Parnaso é como se chama a montanhaContinuar lendo “Parnasianismo”
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Sobre as águas da vida o silêncio dói, cap. XXIII
XXIII Tivemos um primeiro dia, viemos no primeiro dia, resta-nos agora e ao fim de uns bons anos saber do regresso, coisa que me parece estar longe ainda, não recebo informações nem sei às quantas ando!, mas no meu calendário de bolso risco cada dia passado, cada dia vencido numa luta desenfreada e lisboa espera-me,Continuar lendo “Sobre as águas da vida o silêncio dói, cap. XXIII”
Talvez as almas entendam
“daqui a cinco minutos vamos embora” Ainda a sala na mesma onde vozes antigas nos quadros espalhados pelas paredes vivem como se os morcegos me vissem sentado no jardim fundo e verde os baloiços “daqui a cinco minutos vamos embora” uma sensação de nada como se a vertigem iluminasse as formas do corpo e euContinuar lendo “Talvez as almas entendam”
Dom Quixote
Daniela DianaProfessora licenciada em Letras Dom Quixote de La Mancha (em espanhol, Don Quijote de la Mancha) é uma obra escrita pelo escritor espanhol Miguel de Cervantes e Saavedra (1547-1616). Trata-se de uma sátira às antigas novelas de cavalaria, considerada uma das maiores obras da literatura espanhola e um clássico da literatura universal. O livro, lançado emContinuar lendo “Dom Quixote”
Sobre as águas da vida o silêncio dói, cap. XXII
XXII E a vida é um jogo, jogo onde tiver que dormir, a vida joga a minha melancolia, a minha ausência em pertencê-la, a minha inocência em ser sua, a tabuada da minha casa, a fome no quintal onde plasmava saudades, sinto sono, sim, sono por partir um dia e deixar o que for deContinuar lendo “Sobre as águas da vida o silêncio dói, cap. XXII”
Passeio matinal
Apetecia-me ver discorrerem as longas ruas da manhã, acordei com vontade de inventar para mim um silêncio que me encaminhasse a um destino inventado. Sentei-me numa berma qualquer tentando ver a cor das coisas, o bramir das palmas nas paragens, o reinventar perante a existência, o frenesim que deambulava os carreiros de pedra, os sapatosContinuar lendo “Passeio matinal”
Ceticismo
Juliana BezerraProfessora de História Ceticismo é uma corrente filosófica fundada pelo filósofo grego Pirro (318-272 a.C.), caracterizada, essencialmente, por duvidar de todos os fenômenos que rodeiam o ser humano. O que é? A palavra ceticismo vem do grego “sképsis” que significa “exame, investigação”. Atualmente, a palavra designa aquelas pessoas que duvidam de tudo e não acreditamContinuar lendo “Ceticismo”
Sobre as águas da vida o silêncio dói, cap. XXI
XXI Os homens não se contam nem encantam. Dizem-se. Imagino uma selva ou uma serra, um deserto ou um castelo onde um dia Kafka invadira fingindo-se o agrimensor prometido, ou nas cartas de checoslováquia para uma alemanha vencida pela dor e dureza dos homens sãos e bons que matavam, a razão ali era o fioContinuar lendo “Sobre as águas da vida o silêncio dói, cap. XXI”
Apenas a lua quando acorda
Sinto-me a perpétua ir das suas lágrimas neste esplendor de sons tão peçonhosos, estes rios que secam na aurora no definhar das ideias. Um passarinho obtuso no chão sujo de quimeras e palavras amargas, um defunto que caminha sem saudades da vida. Os passos que ouço são o abismo que se aproxima, a espuma queContinuar lendo “Apenas a lua quando acorda”
Sobre as águas da vida o silêncio dói cap, XX
XX A noite é um monte de prantos. Apenas lagartixas viajam as paredes e num sono tão profundo que voz, tudo se parece com um sonho e a voz é uma verdade inventada. Cala-se quando acordo. Sonho, dizem os indígenas da minha cabeça evaporada de tantos cansaços. Não um presídio, uma viagem refastelante e comContinuar lendo “Sobre as águas da vida o silêncio dói cap, XX”