Talvez dentro de qualquer coisa, essa coisa verossímil a que chamaríamos de espasmo num ventilado canto de paredes escuras e sem cor nenhuma. O belo som de pássaros no campo são viagens aparecidas, ruas encantadas de luz num cenário colorido e a gente consegue sentir o quão feliz é ser vento e deambular e enganarContinuar lendo “A invenção da liberdade é uma parede”
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Sobre as águas da vida o silêncio dói cap. V
A morte parece-nos uma coisa horrível, um afastamento real com factos, parece-nos uma ida infernal, não a compreendo ainda e como todos não sei como lidar com ela, ditos e ditos seguindo rituais, tantas vezes me debruço nos silêncios que procuro e tento em mim não investigar mas tentar perceber se é assim de facto,Continuar lendo “Sobre as águas da vida o silêncio dói cap. V”
Entrevista com Vítor Burity da Silva
Obituário de sons e casas secas
A norte, imbondeiros enfeitados como divas num disfarce para estrofes quem escreverá um dia este encanto sem formas, se desenhos nas paredes da Prússia ou na álgebra dos meus mais antigos ditongos a quem chamavam de fundos para secar à tardinha. Os lutos vergam a sombra, o ritual desfila enfadonho onde só lágrimas sorvidas apenasContinuar lendo “Obituário de sons e casas secas”
Entrevista com Vítor Burity da Silva
Kenia Sandão recebeu no Fair Play, o carismático escritor Vitor Burity da Silva com quem manteve uma agradável conversa… e com muito Fair play.
O espelho que nos emagrece
E como não poderia deixar de ser a permanente presença do espelho Tempos em que ouvia Chopin e soletrava Mozart, lia nos recônditos mais salubres do sal sóbrio das paredes que me refugiavam, nos tempos em que a cor da areia se sobrepunha ao morrer enquanto me perdia ouvindo de todos os lados o reflexoContinuar lendo “O espelho que nos emagrece”
Sobre as águas da vida o silêncio dói, Cap. III
Ainda assim o azedume esquelético dos passos tatuados, estampados para reviverem mais tarde, o crucifixo pendurado ao peito badala a cada salto, o jeep barulhento caminha sobre as giestas escondidas deste paraíso de medos, água benta, a bênção do capelão, – benza-me, meritíssimo! a minha mãe velha, sozinha, tive uma mesma largada entre tantos, numContinuar lendo “Sobre as águas da vida o silêncio dói, Cap. III”
A QUALIDADE DO ENSINO SUPERIOR E A AUTOAVALIAÇÃO
A qualidade do ensino superior tem sido uma preocupação crescente, bem como os instrumentos que permitem avaliar essa qualidade. A investigação realizada até aos anos 80 procurava descrever os processos cognitivos e contextuais envolvidos nos processos de aprendizagem mas, a partir desta altura, os estudos sobre a aprendizagem no ensino superior adoptaram uma nova perspectivaContinuar lendo “A QUALIDADE DO ENSINO SUPERIOR E A AUTOAVALIAÇÃO”
Casar com flores
Dormira tempos infinitos naquele esplendor especado à porta, a casa era uma moradia sem varandas e nem sequer escadas existiam. Ouviam-se passos a qualquer hora, quer fosse noite ou dia, e de que sorrisos se plantavam esquilos como os que havia visto em criança ainda numa televisão qualquer, um retrato decorado nas paredes do meuContinuar lendo “Casar com flores”
Sobre As Águas Da Vida O Silêncio Dói, Cap. II
Ainda assim o azedume esquelético dos passos tatuados, estampados para reviverem mais tarde, o crucifixo pendurado ao peito badala a cada salto, o jeep barulhento caminha sobre as giestas escondidas deste paraíso de medos, água benta, a bênção do capelão, – benza-me, meritíssimo! a minha mãe velha, sozinha, tive uma mesma largada entre tantos, numContinuar lendo “Sobre As Águas Da Vida O Silêncio Dói, Cap. II”